Encontrar uma vaga condizente com sua área de estudo, desejos e aspirações é um desafio para muitas pessoas. Por isso, estagiários e aprendizes buscam constantemente novas oportunidades. Nesse sentido, o Nube - Estagiários e Aprendizes realizou um levantamento em seu site, entre 9 e 20 de dezembro, com a participação de 5.886 jovens, de 15 a 29 anos, perguntando: “se você estivesse estagiando, o que te faria sair da empresa?”.
Plano de carreira é o principal motivo de saída dos estagiários
De acordo com os dados, 35,12% (2.067) sairiam de um negócio por falta de oportunidades de crescimento. Para Vitor Santos, psicólogo e selecionador do Nube, a efetivação é o principal objetivo dos estagiários. “Além disso, bons incentivos, como bolsa-auxílio competitiva, vale-refeição, vale-alimentação, cursos, e até mesmo a possibilidade de atuação em home office, são altamente valorizados”.
Para 16% (942) dos entrevistados, ter visto outra vaga com mais benefícios já é motivo suficiente para mudar de corporação. O cerne da questão é visto, especialmente, no aspecto econômico, pois 12,45% (733) não aceitariam receber uma bolsa-auxílio baixa. “Os candidatos buscam esses fatores para alcançar estabilidade financeira, melhorar a qualidade de vida e construir um plano de carreira sólido”, explicou Santos.
Trabalho flexível é um diferencial no mercado de trabalho
Segundo os dados, 14,34% (844) gostariam de trabalhar mais próximo de casa. Desde a pandemia, a tendência de evitar ficar horas em transportes públicos, no trânsito ou mesmo frequentando longas distâncias é algo cada vez mais reconhecido nos indivíduos.
Outros 4,77% (281) procurariam vagas híbridas ou mesmo o teletrabalho, pois não querem estagiar todos os dias presencialmente. “Observamos como a flexibilidade no ambiente profissional (como home office e horários flexíveis), aliada a benefícios personalizados, (acesso a materiais, cursos e iniciativas voltadas à saúde mental e física)l, tem atraído mais a atenção dos candidatos”, apontou o selecionador do Nube.
Alinhamento com a cultura corporativa é motivo de preocupação
Para os gestores, é essencial ter um time unido e alinhado nos mesmos propósitos. Isso melhora o ambiente empresarial e facilita o alcance dos objetivos, inclusive pela liderança. “Uma gestão atenta, capaz de oferecer feedbacks e ajudar com as dificuldades, motiva a todos”, comentou Santos. Nesse cenário, 9,09 (535) sairiam de seu trabalho por conta de problemas com colegas ou supervisores, já 8,22 (484) por não concordarem com a cultura da empresa.
Conforme Santos, essa conexão com a missão e visão da instituição é um ponto chave. “Dessa forma, cria-se um vínculo emocional e profissional, promovendo o desenvolvimento de um dia a dia com maior sinergia. Assim, o candidato tem mais facilidades em acreditar e se dedicar para conquistar as metas propostas, aumentando sua satisfação e contribuindo para a sua permanência por mais tempo”, acrescentou o especialista.
Dicas para transição de carreira e processos seletivos
Segundo Santos, está cada vez mais comum encontrar pessoas em transição de carreira. “Principalmente atualmente, com o menor custo e maior variedade de acesso a faculdades e universidades. A diminuição do medo de arriscar é outro fator, permitindo atuar nas áreas desejadas”.
Para quem pleiteia uma vaga e está participando de algum recrutamento, o selecionador do Nube aponta algumas dicas: “dedique-se ao aprimoramento de seus conhecimentos na língua portuguesa, pois uma comunicação verbal e escrita eficiente é fundamental para transmitir suas competências técnicas e comportamentais com clareza e coesão. Seja proativo e curioso! A maioria das empresas, senão todas, valoriza profissionais com interesse em aprender, dispostos a colaborar e crescer continuamente”, finalizou.
Fonte: Vitor Santos, psicólogo e selecionador do Nube
Serviço: 35% saem do estágio por falta de oportunidades de crescimento